Não fiz nenhum comentário até agora sobre minha formatura, ocorrida dia 27 de Janeiro. Talvez porque, esse rito de passagem, que rearranja minha situação de liminaridade, tenha um conteúdo muito mais formal do que prático. Não que eu negue sua importância, mas é que compartilho das reflexões de Bourdieu quando este afirma que o diploma, como legitimador da obtenção de determinado capital simbólico, serve apenas para aqueles que não o obtiveram. Essa problemática coloca para mim um dilema ético muito mais abrangente do que a prática profissional, que respaldada em legislação específica, tenho o direito a partir desse momento de exercer.
José Luís Fiori: Os fracassos de Donald Trump
Há 22 horas


